201412.18

Um dos objetivos de todo mundo que vai fazer uma mudança é economizar sempre que possível. Afinal, além da mudança, haverá a pintura da residência anterior, possíveis ajustes na casa nova e aqueles imprevistos que sempre aparecem numa mudança. Se der pra economizar com o frete, então, tanto melhor. Na verdade, economizar também é objetivo do proprietário da empresa de mudanças: se conseguir um pagamento maior pela mesma distância, tanto melhor.

E é aí que aparece o chamado “aproveitamento de viagem”. O aproveitamento é quando o trajeto de uma mudança passa pelos endereços de dois clientes cujas mudanças cabem num só caminhão. O proprietário da empresa faz duas mudanças em uma única viagem, recebendo duas vezes pelo cumprimento de um mesmo percurso. Mas isso é uma boa?

Pontos fortes e fracos

Aproveitar-a-viagem-pode-te-ajudar-a-economizar-uma-boa-grana.Depende muito. A princípio, se as mudanças dos dois clientes cabem no caminhão juntas (pode ser que uma delas não seja uma mudança completa, por exemplo), não haveria problema. Inclusive, esta manobra pode proporcionar uma redução bem interessante no valor cobrado pela mudança – se o gerente for sincero e explicar a situação para ambas as partes. Pode-se conseguir um belo desconto com isso.

Entretanto, a presença de objetos estranhos junto à mobília pode provocar um certo desconforto aos clientes. Que móveis serão esses? Estarão bem embalados e isolados uns dos outros? E se danificarem as minhas coisas? E se deixarem objetos meus no endereço do outro cliente? E se trouxerem coisas do outro cliente até minha casa nova e isso me trouxer problemas?

Pronto, a confusão e a desconfiança já estão plantados em nossas cabeças, e a essas alturas já não estamos mais achando essa uma boa ideia. A questão da economia começa a perder força frente à iminente chance de alguma coisa dar errado com essa manobra do aproveitamento de viagem. Já não parece tão vantajosa mais, não é?

A hora da verdade

É-melhor-que-os-pertences-frágeis-mesmo-sem-valor-sejam-embalados-para-prevenir-os-prejuízos.Na verdade, esse é mesmo um assunto complicado e que envolve mais uma decisão pessoal do que uma pesagem de prós e contras relativos a dinheiro economizado ou a opiniões de outras pessoas. Se os objetos da nossa mudança não forem especialmente caros ou tiverem um significado emocional de peso para nós, nossa tendência será não dar tanta importância a possíveis danos – ou melhor, acreditaremos que nada vai acontecer. Já se nossos objetos forem de valor maior, ou se tiverem um significado especial (como por exemplo, móveis que foram de nossos falecidos avós, ou dos pais, ou de alguém especial), praticamente uma certeza brotará em nossas cabeças de que algo dará errado.

Quando aparece a oportunidade de economizar na mudança devido a um possível aproveitamento de viagem, devemos ser cautelosos e saber exatamente que outros objetos serão transportados junto com os nossos. Trata-se de uma mudança completa? Residencial ou comercial? Haverão superfícies ásperas, quinas cortantes, materiais muito frágeis? Como a empresa procederá caso o objeto de um cliente danifique o do outro? Haverá ressarcimento de valores? Isso é importante e deve ficar claro antes de fecharem contrato. Aliás, detalhe importante: se já tiverem fechado contrato e a possibilidade de aproveitamento de viagem surgir depois disso e você aceitar, o contrato deve ser refeito. Será uma garantia caso algo dê errado. Caso você decida rejeitar a ideia, o contrato original deverá ser respeitado.

Se informe ao máximo e pese com cuidado os prós e os contras da ideia.

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